segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Rangers #1 Ruínas de Gorlan


Olá queridos amigos!

Dando continuidade ao projeto do clube Pena, tinteiro e papel, hoje vou escrever sobre o primeiro livro da série Rangers ordem dos arqueiros: Ruínas de Gorlan, o qual foi indicado pela Vanessa.

O livro se passa num mundo medieval, numa terra dividida em 50 feudos. Como em todo reino, as forças de defesa da sociedade - Guerreiros, Cavaleiros etc. - são muito importantes para a segurança e regulamentação da rotina diária.

 Frustrado por não conseguir entra para a Escola de Guerra, o jovem Will é convidado para se tornar aprendiz de Arqueiro (quem é Will, Mateus? Kkk) .  Will meus caros, é um jovem  protegido - órfão que como outros vive sobre a tutela do barão de Redmont - de quinze anos cujo é o protagonista dessa história. Travesso desde pequeno, Will despertou a atenção do Arqueiro Halt, pois o garoto possui as habilidades necessárias para ser seu aprendiz. De princípio o convite de Halt feito a Will não empolga o menino, pelo contrário, traz consigo muita apreensão porque há muitas lendas em torno do trabalho dos Arqueiros, alguns chegando a afirmar que eles praticam magia negra. Após se tornar aprendiz de Halt, Will começa um intenso treinamento, aperfeiçoando habilidades que já possui como a camuflagem, e iniciando em outras como o arco.

 Cada feudo do reino possuí um Arqueiro; todos os anos, os cinquenta Arqueiros se encontram para trocarem informações relevantes para o reino. Num desses encontros, Will e seu mestre descobrem que Morgarath - um antigo inimigo do reino o qual há quinze anos foi vencido e exilado - está planejando iniciar novamente a guerra. Morgarath controla horrendas criaturas chamadas Wargals e isso todos sabem; o que deixa os Arqueiros muito alarmados, é a notícia de que ele está comandando também Kalkaras, criaturas ferozes que segundo a lenda podem paralisar o inimigo com o olhar. Enquanto todos os Arqueiros voltam para organizar os exércitos de seus feudos, Halt, Will e Gilan (um antigo aprendiz de Halt agora Arqueiro) vão em busca dos Kalkaras. Será que três Arqueiros conseguirão matar criaturas tão ferozes? Morgarath conseguirá tomar o reino? Os feudos serão organizados para a batalha a tempo de evitar uma desastrosa derrota?  Hum... Vou deixar essas perguntas no ar! :)



Bom, eu gostei do livro e de zero a cinco dou quatro estrelas. Acontece que mesmo com uma história legal, e personagens interessantes, muitas vezes o livro se torna muito previsível. Outro aspecto é que o livro não tem grandes ápices e muitas vezes os capítulos terminam de forma bem monótona. Não obstante, o livro é de fácil leitura e  possui mais qualidades do que defeitos, logo, certamente se futuramente eu tiver filhos, terei grande prazer em ler essa história para eles.

domingo, 9 de julho de 2017

O protegido, Ciclo das Trevas.

Olá pessoal, desta vez vou escrever a respeito da leitura do livro: O protegido de Peter Van Brett. Mas espere, antes de falar sobre o livro da vez, o qual foi escolhido pelo Felipe, preciso dar dois avisos. O primeiro é que nosso grupo está aumentando (uhuuul). A nova integrante é a Giani, irmã da Vanessa, e seu blog é o Dualidade Peculiar. O segundo aviso é que enfim escolhemos o nome do clube do livro (fruto do ingresso da Giani no clube) que se chamará Pena, tinteiro e Papel.




Criaturas ferozes de todos os elementos naturais da terra, como: água, madeira e fogo, que assolam o antigo reino chamado Tesha. Esse são os terraítas, os quais se levantam todos as noites das profundas com o único objetivo de se alimentar de carne, a preferida sendo a de humanos. Donos apenas do dia, a população vive oprimida e todas as noites se esconde atrás de antigos símbolos de magia chamados de Proteções. Nesse mundo obscuro torna-se difícil a relação entre cidades pois muitas se encontram a mais de um dia das outras, o que faz com que um viajante precise dormir ao léu, logo, os moradores preferem não se arriscar. No entanto, há os Mensageiros. Bravos guerreiros que arriscam a vida para serem os intermediadores entre as cidades ou aldeias. Assim se divide a rotina: As pessoas trabalham durante o dia, e se escondem a noite.


Após interá-los sobre a realidade enfrentada pelas cidades e aldeias Theesanas, decidi descrever cada protagonista separadamente, escolhendo uma palavra que na minha opinião os definem.


Arlen= Liberdade.


Morador de uma pequena aldeia chamada Riacho de Tibett, desde pequeno é inconformado com a estagnação da população. Não entende porque as pessoas não lutam contra as criaturas, e dia após dia vê famílias sendo destruídas pelos Terraítas. Esse sentimento de batalha é grandemente impulsionado quando um Mensageiro chega a cidade, e conta ao menino que há um lugar onde os humanos lutam contra os demônios. Depois de uma terrível tragédia, Arlen foge de sua aldeia e começa sua jornada. Um menino curioso desde a infância, ele conhece pessoas que lhe proporcionam conhecimento, e alimentam ainda mais o seu desejo de liberdade. Arlen não quer se esconder atrás de muralhas e proteções. Ele quer viver, conhecer, e principalmente absorver conhecimento. Seu desejo é saciado, mas alguns acontecimentos o tornam umas pessoa muito diferente daquela que o leitor supõe, surpreendendo-o ao notar como o ódio pode mudar uma pessoa.


Leesha= Solidariedade.


Lessha mora numa aldeia chamada Clareira do Lenhador, que tem sua economia baseada principalmente na exportação de madeira. No auge de seus doze anos, a personagem é a única de suas amigas que ainda não floresceu, o que a incomoda muito porque apenas esse fato a impede de conquistar sua autonomia, e se ver livre de sua mãe. Como em qualquer outra aldeia, a Clareira do Lenhador enfrenta rotineiramente problemas com os Terraítas, resultando sempre em casas queimadas e outras tragédias. A protagonista sempre saí em auxílio aos necessitados, e desde nova tem um grande sentimento de solidariedade. Numa dessas tragédias, Leesha conhece Bruna, a velha ervanária da cidade, que logo se interessa pela dedicação da moça. Com o passar dos dias, as ações de alguns personagens levam Leesha a mudar seus planos para a vida, e futuramente de cidade. Ela  se torna uma grande profissional, continuando a ajudar as pessoas.


Rojer= Sobreviver.


Quando Rojer tem três anos, sua vida é marcada por uma grande tragédia e ele sobrevive por muito pouco. Ele sempre gostou muito de menestréis, artistas que acompanham os mensageiros em suas viagens e tem o dever de alegrar os cidadãos das cidades e lugarejos. Após o acontecido em sua infância, Rojer é obrigado a mudar de cidade. Ele passa os anos se tentando sobrevir, ao mesmo tempo que se esforça para se tornar um menestrel.




Eu gostei do livro. Achei muito legal o mundo que o autor criou, e penso que tem muitos mistérios do primeiro livro que ele poderá explorar na continuação. Entretanto, tem muitos pontos que ficaram faltando, sendo as partes de luta as que mais deixaram a desejar. De zero a cinco dou nota quatro. Contudo, mesmo com as falhas espero uma boa continuação, e indico o livro a todos que gostam de fantasia e RPG.

Clube: Pena, tinteiro e papel.

Um grupo de amigos que compartilha o grande amor pelos livros, e que decidiu postar suas resenhas. Funciona assim: A cada vez um do grupo indica um livro que todos devem ler, e postar a resenha num certo prazo. O ponto mais legal do clube é que cada ser humano é diferente, portanto gosta de coisas diferentes. Sendo assim, o costume literário de alguns pode ser o novo para outros, o que pode proporcionar novas experiências de amor ou ódio no amplo universo da leitura. Os integrantes são: O Felipe, a Giani, a Vanessa e eu.

terça-feira, 2 de maio de 2017

O peculiar caso de: O Signo dos quatro

Olá, meus caros. Hoje resenharei sobre um livro muito especial, o qual foi escolhido por mim. Este livro foi escrito pelo grande mestre Sir Arthur Conan Doyle (sim, ele recebeu o título de Sir), e configura-se em seu segundo romance. O seu nome é: O signo dos quatro. Já adianto que o livro é muito bom. Por este motivo, tentarei fornecer o mínimo de spoilers possíveis para não diminuir uma futura experiência de vocês, caso decidam lê-lo.

Sherlock Holmes encontra-se entediado, e para por fim a este sentimento usa droga. Acontece que os dias estão pacatos, somente com pequenos crimes, nada que exija o uso de sua brilhante mente. Sentado em seu escritório juntamente com seu leal amigo Watson, ele recebe a visita de uma bela senhorita chamada Mary Morstan, que relata a Sherlock o peculiar desaparecimento de seu pai, o capitão Morstan, aliado ao recebimento anualmente de perolas e recentemente de uma carta misteriosa. Diante dos fatos ditos por Mary, Holmes aceita o caso, porém, não fica tão entusiasmado com este (digamos que para ele o caso no momento tem nota sete de dificuldade).

Ao desenrolar ainda do primeiro dia da história, Sherlock, Watson e Mary conhecem o Senhor Thaddeus Sholto, filho do Major James Sholto que era melhor amigo do capitão Morstan, e servira com este na Índia. Thaddeus Sholto esclarece algumas dúvidas, como o desaparecimento do Capitão Morstan e introduz na história um grande tesouro, do qual ele diz que Mary tem direito a metade. Ainda segundo Thaddeus, o tesouro se encontra na posse de seu irmão gêmeo, Bartholomew Sholto, que mora na mansão de deixada pelo pai de ambos.

Ao se dirigirem todos à mansão, eles descobrem que ali aconteceu um terrível crime. Neste momento, Sherlock põem em prática seus grandes métodos de investigação para procurar pistas (gosto muito destas partes dos livros do Doyle porque mesmo que eu não consiga, sempre tento acertar algo sobre a resolução dos crimes).

Enquanto Sherlock analisa a cena do crime, chega a mansão o detetive Jones, que tenta de toda maneira ser melhor do que Holmes, e por este motivo tira suas conclusões a respeito do caso de maneira precipitada (é divertido ver o impasse entre os dois).

Depois de muito esforço e uso de todos os seus recursos para investigações, Sherlock finalmente prende os criminosos, cujos me chamaram muito a atenção por serem extremamente peculiares. Dois indivíduos totalmente diferentes um do outro e muito fora do comum, que com a astúcia do autor formam uma excelente dupla para o crime.

Este é o terceiro livro que leio cujo protagonista é o Sherlock Homes, e afirmo de coração que este último, assim como os outros dois, é um livro perfeito. Não consigo achar defeitos nele. Para mim, ele cumpre tudo o que se espera de um romance policial e ainda possui o diferencial de ter um personagem principal tão peculiar.

Sim, se me dissessem para definir o livro com uma palavra, com certeza seria peculiar, pois desta maneira o livro se mostra desde os personagens, a execução do crime e o desfecho da história.

Diante do exposto, indico O signo dos quatro a todos que procuram um ótimo livro com um excelente clímax e enredo, dignos de cinco estrelas.

sábado, 18 de março de 2017

Série Conjurador livro um O Aprendiz

Olá, caro leitor. Tudo bem? Espero que sim. Bom… dando continuidade ao projeto Clube do Livro, hoje escreverei sobre o livro O aprendiz da série O Conjurador, o qual foi escolhido pela Vanessa.

O Aprendiz é um livro de fantasia, escrito por Taran Matharu, que acompanha a vida de Fletcher, um menino de quinze anos que mora junto com um ferreiro em Pelego, uma pequena vila conhecida por seu comércio de peles. Deixado no portão da vila completamente nu quando recém-nascido, a vida não é fácil para Fletcher. Com uma rotina intensa, quando o rapaz não está trabalhando na forja, está em sua barraca de armas na feira ou caçando.
Pelego é uma pequena vila de Hominum, um pais marcado pela gritante diferença entre as classes sociais e a complicada relação entre os indivíduos que o habitam. Corcillum, hodiernamente capital de Hominum, pertencia aos anões, a mais de dois mil anos atrás, antes da chegada dos primeiros homens. Atualmente, a população de anões é muito pequena e eles são obrigados a cumprir as leis humanas, muitas destas injustas como a lei que proíbe os anões de terem quantos filhos desejarem.
Faz alguns anos que Hominum está em guerra contra os orcs, um conflito que não tem previsão de terminar. Por este motivo, cada vez mais soldados são recrutados, e chegou ao ponto de o rei aceitar que prisioneiros entrem para o exército. A frente de batalha localiza-se no Sul, comumente chamada de frente órquica.
Ao Norte de Hominum, existem as terras dos povos élficos, que vivem em clãs e são obrigados a pagar uma taxa para a coroa. Acontece que a relação entre humanos e elfos é bem instável. Sendo assim, ao norte de Hominum e perto de Pelego existe a frente elfica, para onde vão os soldados em fim de carreira, visto que a um bom tempo não há existência de uma ameaça real na chamada frente élfica, somente pequenos conflitos.
A vida seguia cotidiana e Fletcher estava com sua barraca na grande feira, quando uma figura diferente montou uma barraca improvisada em frente a sua. Rotherham é um soldado de idade avançada que expõe em sua barraca artefatos peculiares, como o chifre de um rinoceronte, a tanga de um gremlin, o esqueleto de um orc… e um livro de magia. O soldado diz ter conseguido o livro após a morte de um mago de batalha. Depois de ninguém se interessar pelo livro, Rotherham o dá para Fletcher, com quem fez amizade.
Fletcher consegue conjurar um demônio, o que traz benefícios e malefícios porque após um acontecimento importante (não quero dar spoiler), ele precisa fugir de Pelego deixando o lugar em que passara toda avida e Berdon, que Fletcher considera um pai, para trás.
Depois de uma difícil viagem na traseira de uma carroça que fedia a ovelha, Fletcher chega em Corcillum. Após uma leve confusão na cidade (sem spoiler) o protagonista é convidado a se alistar na Academia Vocans, uma conceituada escola que forma magos de batalhas (para mim, é neste momento que a história começa a ficar boa).
Na academia Vocans, Fletcher tem aulas sobre feitiçaria, demonologia e conjuração. Lá os alunos são divididos entre plebeus e nobres. Estes recebendo vantagem em tudo que for possível: nas disciplinas, nos dormitórios… Na escola, Fletcher faz novos amigos, alguns bem íntimos como Otelo (anão) e Sylva (elfa). Os plebeus são lesados em quase todas as disciplinas, principalmente por terem demônios inferiores aos dos nobres, haja vista, que estes herdam os demônios de seus pais, os quais são ou já foram magos de batalha.
Os dias seguem com muito estudo na Academia Vocans. Os estudantes se preparam para o torneio, um evento onde os alunos competem por patentes, sendo que o grande campeão se tornará capitão e um dos conselheiros do rei. Fletcher se destaca em algumas matérias mas tem grandes dificuldades em outras (O que é muito legal pois mostra que ele não é bom em tudo, como acontece com o protagonista de alguns livros).
Após alguns acontecimentos, Fletcher, Otelo, Sylva e Serafim, amigos que são os melhores entre os plebeus, decidem que a meta do grupo para o torneio é eliminar Tarquin e Isadora, os dois filhos de Zacarias Forsyth, um poderoso, mas maligno nobre. Este tem planos que se executados prejudicarão tanto os anões quanto os elfos.  
Depois de muito treino e provas durante o ano, enfim chega o dia do torneio que é um evento muito legal que reúne todos os nobres e generais de Hominum para prestigiar os estudantes duelarem. Aqueles que se destacam no torneio recebem ótimas patentes.
Confesso que não estava muito animado para ler O aprendiz porque tinha lido alguns comentários negativos. No entanto, o livro é bom. Não teve explosões de cabeça, e em alguns momentos foi bem previsível, porém, a história é boa, com uma escrita leve e gostosa. Apesar disso, não gostei do final porque me lembrou o fim de um episódio de novela, como quando acontece algo importante mas acaba bem na hora, deixando a dúvida no ar. Mesmo não gostando da sensação, assumo que fiquei com muita vontade de já começar o próximo livro.

No fim, o livro tem mais pontos positivos do que negativos. Desta forma, o indico a todos que gostam de fantasia e de literatura infantojuvenil.


sexta-feira, 11 de março de 2016

Percy Jackson e os Olimpianos #1

Continuando o nosso projeto de resenhas, vou falar um pouco sobre Percy Jackson e o ladrão de raios, livro escolhido pela Vanessa. O texto contém spoilers!

Percy Jackson tem 12 anos, é filho de um deus e em sua jornada enfrenta grandes inimigos. Seus amigos e companheiros de batalha são: Grover um jovem sátiro, atrapalhado e doido por comida e Anabeth uma menina inteligente e boa estrategista, filha de Atena.
Entre os deuses do olimpo existem regras. Uma das primeiras é a de que nenhum deus pode roubar diretamente a fonte de poder do outro. Outra regra existente é um acordo entre os três grandes, Zeus, Poseidon e Hades, de que nenhum deles poderia ter filhos meio sangue (filhos com mortais). Acontece que, ao sumir o raio mestre de Zeus, deduz-se que foi um semideus que o roubou.
Quando Percy descobre que é filho de um deus, ele vai para o acampamento meio sangue, um lugar onde os semideuses recebem treinamento para tornarem-se heróis. No acampamento Percy recebe treinamento, e participa de competições. Neste também acontecem coisas estranhas e Percy descobre que é o principal suspeito pelo roubo do raio mestre de Zeus. Ele então é enviado ao mundo inferior, reino de Hades, para recuperar o Raio mestre.
No mundo inferior, Percy passa por muitos perigos e surpreende-se ao descobrir que Hades não está com o raio. Mais surpreendido ele fica quando descobre que durante quase toda a jornada o raio esteve com ele. Acontece que durante sua jornada, Jackson e seus amigos encontram-se com Ares o deus da guerra. Este os ajudou em sua missão conseguindo um meio de transporte para eles e também presenteou Percy com uma mochila. Esta por sua vez não era apenas uma mochila, mas sim a bainha do raio mestre, que pode mudar de forma.
Quando Percy percebe que o raio esta com ele, sua primeira decisão é se dirigir ao olimpo para devolver o raio. Antes de conseguir chegar ao seu destino, Percy é surpreendido por Ares, que conta o seu plano e diz que vai tomar o raio de Percy. Este, em um ato de coragem, desafia Ares para um duelo de espadas. Jackson vence o duelo mas não mata Ares (deuses são imortais kkk O_o).
No olimpo Percy Jackson fica maravilhado com tanta beleza. Na sala do trono Percy encontra Zeus e seu pai e conta a eles a verdade. Zeus acredita em sua historia porém, não demonstra um pingo de agradecimento ou afeição pelo contrário trata o garoto de maneira bem hostil. Poseidon conversa com seu filho e diz que ele se tornará um grande herói. Também fala para Percy cuidar de sua mãe pois é uma mulher muito especial.

O que gostei no livro foi por se passar no século 21, então o autor usou coisas da atualidade dos jovens, Mc Donalds, vídeo games, refrigerantes..... Também gostei do autor falar sobre assuntos importantes, como a poluição e preservação do planta.
Eu gostei do contexto da historia, da parte mitológica de o novo Olimpo ser no Empire State. O que não gostei, foram das batalhas. Eu achei que foi muito fácil para o Percy vencer seus inimigos, ele não sangra, não se machuca e, com apenas doze dias de treinamento é enviado para sua primeira missão. O autor descreve monstros com grandes garras e presas, músculos e chifres, asas e chicotes, mas que morrem com apenas um golpe.
Em geral, para mim o livro tem mais qualidades do que defeitos, sendo assim indico a todos que querer se divertir e conhecer um pouquinho sobre a mitologia grega.


O próximo livro que vamos ler foi escolhido por mim, conta a história de uma criatura baixa e de pés peludos que vive em uma toca no chão :D. O livro é O Hobbit de J.R.R. Tolkien.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Minha Primeira Partida de RPG

Esse mês o tema vai ser a respeito da partida de RPG D&D que joguei com meus amigos. Eu fui o ladino, Felipe o Elfo, Fábio o Clérigo e a Vanessa a nossa mestra. Nós éramos um grupo de mercenários em busca de trabalho e ao passarmos por uma cidade, chegou ao nosso conhecimento o estranho desaparecimento de duas crianças.  Motivados pelo dinheiro (o clérigo preocupado com as crianças), fomos até a casa de um renomado artesão da cidade (pai das crianças) oferecer nossos serviços. Depois de muita conversação e uma boa lábia do grupo, o artesão contratou nossos serviços e nos deu a informação que as crianças poderiam estar em um mausoléu chamado “antro das sombras”. Depois andamos pela cidade para colher mais informações (sem resultado), então partimos em direção ao mausoléu.

Ao adentrar no mausoléu nos deparamos com um enigma o qual resolvemos rápido, difícil mesmo foi depois, quando enfrentamos dois Hobgoblins e foi um show de erros (os dados não ajudavam kkk). Nesse momento o elfo acertou uma flecha em seu companheiro de equipe, o ladino acertou o próprio pé com a espada e o clérigo escorregou e acertou o teto com o dardo da besta.

Machucados e cansados continuamos nossa jornada e chegamos a uma grande caverna de chão irregular. Nela havia uma porta misteriosa fechada e outra entrada aberta, nesse momento nosso clérigo tomou a frente enquanto ainda decidíamos o que fazer e entrou pela porta aberta, o ladino revoltado apoiou a espada nos joelhos e bateu palmas gritando “valeu Fábioooo!!” este por sua vez deu de cara com um elfo maligno e duas caveiras(mortos-vivos) com espadas longas. Por incrível que pareça, vencemos o chefão mais facilmente do que os hobgoblins, com o nosso elfo acertando boas sequencias de flechas no inimigo.

 Em seguida quando todos se dirigiram para a porta misteriosa, o ladino ficou sozinho na sala e encontrou um baú com uma adaga de sacrifício que avaliou em 35 peças de ouro, um livro de rituais que avaliou em 300 peças de ouro e uma roupa de elfo que avaliou em 211 peças de ouro. Ao reagrupar com o grupo, disse ter encontrado apenas a adaga e o livro.

Atrás da porta misteriosa o grupo ouvia o choro das duas crianças. Após duas tentativas o ladrão conseguiu abrir a porta e lá estava as duas crianças, acorrentadas a um circulo que somente o clérigo sabia ser mágico. Depois de muito teste de percepção na sala, decidiram enfim entrar no circulo e soltar as crianças. Quando o ladino colocou o braço para dentro do circulo, duas das estatuas da sala ganharam vida e antes que ele percebesse uma o acertou por trás, e o deixou no chão. Nesse momento (entenda eu tirei 20 no dado kk) o ladrão caído como estava girou no chão e foi para dentro do circulo, onde com maestria e quatro movimentos rápidos e certeiros soltou as duas crianças.

Acontece que depois que as crianças já estavam soltas e correram para fora, as estatuas começaram a nos dar uma verdadeira surra e para completar o teto começou a desmoronar. No fim, não conseguimos fugir a tempo, o teto desmoronou e matou a todos, inclusive as duas crianças. Então é isso, essa foi a minha primeira experiência com o RPG e apesar de morrermos, foi incrível.



Quase me esqueci, segue abaixo uma carta deixada escondida pelo ladino na porta do mausoléu.


Meu nome é Jerik, estou com esse grupo há um bom tempo e confio em cada um deles, apesar de muitas vezes me tirarem do sério. O grandão por exemplo, um draconato de 2,15m que insiste em não me deixar roubar, mas um bom ladrão sempre encontra uma maneira, e na hora certa eu sairei com lucro. O clérigo é o que mais me irrita, seu grande coração o deixa idiota e ele está muito preocupado com as crianças que nem ao menos vimos. Por ele teríamos imediatamente ingressado nesta missão, sem ao menos investigar os fatos. O último é o Elfo, um sujeito com olhos aguçados e muito perceptivo. Ele muitas vezes me olha diferente e parece desconfiar de mim, tem medo que eu o roube. Digo que ele é um cara esperto e sensato, pois eu não sei atirar, mas conseguiria umas boas moedas por aquele seu arco. Estamos a meio dia de viagem e paramos para descansar. Ao longe posso ver o “mausoléu antro das sombras”, no alto de sua montanha, com toda a sua imponência e escuridão. Não é medo que sinto, mas sim um pressentimento, algo dentro de mim me diz que, se entrarmos ali, nenhum de nós retornará. Por este motivo, estou escrevendo, porque se eu morrer, quem achar está carta deve contar a minha história. Diga que Jerik foi o melhor ladino que já existiu, diga que teve muitas mulheres, mas não se prendeu a nenhuma, e principalmente, diga que com certeza não morreu de bolsos vazios e quer seja para onde vá depois da morte, chegará cheio de ouro.